Depois de Aspen já teve tanta coisa...
domingo, 5 de julho de 2015
sábado, 2 de fevereiro de 2013
SNOWMASS - DESCOBRI O QUE ELAS FAZIAM EM ASPEN
Pura magia. Uma das viagens mais lindas da minha vida.
Mesmo se você não esquia, se não gosta de frio, se "qualquer coisa que possa parecer empecilho", não pense: vá. Vale a pena. Vale a pena por um milhão de motivos. Principalmente se você for com uma turma de amigos, família ou coisa que o valha. É MUITO gostoso.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
domingo, 23 de dezembro de 2012
BODAS DE OURO NO CARIBE!
Éramos treze no navio. Toda a família. O Celebrity Equinoxx ficou pequeno pra nós. Fomos para o Caribe, festejando os 50 anos de casamento do Eduardo e da Daysi. Nos achávamos o máximo, até descobrir que a maioria dos casais a bordo comemorava 60, 70, daí pra cima. Senhorinhas e senhorzinhos americanos - essa turma que se aposenta e passa o resto da vida viajando de navio...
Foi BEM divertido!
Foi BEM divertido!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
GAROTA, EU FUI PRA CALIFÓRNIA
MEU ROTEIRO de carro pela Big Sur
Voamos São Paulo - Atlanta - San Francisco. Aluguei carro antes de ir e já peguei no aeroporto, na chegada, mas me arrependi, afinal ficou a semana toda na garagem do hotel, já que em São Francisco não usamos o carro nenhum dia. Então teria valido mais a pena pegar só um dia antes de pegar a estrada. Ficamos no Tomo Hotel – Foi gostoso. Achei divertido ficar no bairro japonês e isso nos obrigou a andar e conhecer os caminhos da cidade. Mas, claro, se você quiser ficar no coração de tudo, não é aqui. Mas é pertinho, hein! Vale a pena pelos melhores preços.
Foram cinco dias em San Francisco e deu pra fazer bastante coisa, mas nenhum tempo é demais para essa cidade deliciosa. Se tiver mais tempo, fique. Não deixe de alugar uma bike (uma elétrica vai bem), cruze a ponte até Salsalito, ande pelo Fisherman's de ponta a ponta. Faça todo
Dicas de restaurantes em SF: "Frances" para jantar no Castro. "Slanted Door" para almoçar em um sábado ou domingo ensolarado no Fisherman's. Reserve!
De San Francisco para Carmel – saia cedo para aproveitar o caminho! Fizemos uma parada rápida em Monterey, depois seguimos pela 17 - Mile Drive (cuidado para o GPS não te desviar dela! Na dúvida, pergunte! Vá até o centro de turismo e peça um mapa que mostra direitinho como entrar nessa estrada cênica e imperdível de linda.) Fomos parando, pois o caminho estava florido e lindo demais, então demoramos quase o dia todo. Vale a pena! Chegamos a Carmel no fim da tarde. Passamos a noite no Colonial Terrace Inn - Carmel. Uma graça, mas afastado do centro (precisa pegar o carro para ir até lá)! Foi um fim de tarde e uma noite em Carmel, mas eu ficaria duas noites e um dia inteirinho.
Dica de restaurante em Carmel: Cantinetta Luca
De Carmel para Santa Bárbara pela estrada BIG SUR (Highway 1) – Como o caminho é deslumbrante num dia de sol, a viagem pode levar o dia inteiro. Como nosso dia estava maravilhoso e paramos para almoçar com calma, achei a viagem longa. Se tiver tempo, escolha outra cidadezinha para dormir no caminho. Achei Santa Bárbara meio sem graça. Dormimos lá uma noite, no Oceana Santa Barbara - hotel nada demais, apenas OK, localização ótima. Uma noite e uma manhã foram suficientes para passear de bike e conhecer a cidade.
De Santa Bárbara para San Diego - Ficamos no Hillcrest House Bed & Breakfast – San Diego. Super gostosinho. Não fica no centro, mas se você gosta de caminhar, é bem tranquilo ir andando.
San Diego é demais. Pelo menos quatro dias. Não deixe de ir almoçar e passar uma tarde em LA JOLLA. E também é legal ir conhecer o HOTEL CORONADO.
De San Diego para Los Angeles - Faça um bom roteiro para seus dias em LA, senão você perde um tempão pensando no que fazer. Precisa de carro para tudo. Imperdível para quem gosta de estúdios: tour pela Warner, com visita ao cenário do Central Perk - do FRIENDS. O parques da Universal e da Disney também são demais. Ficamos no Hilton Garden Inn Los Angeles/Hollywood - é meio à beira de uma highway, mas é colado em Hollywood, dá pra ir a pé.
Depois da Califórnia, uma passadinha em NY - com mais uma sessão de WICKED, além de SISTER ACT e MARY POPPINS.
domingo, 8 de janeiro de 2012
FERNANDO DE NORONHA NÃO É HORRÍVEL
Caro demais, exorbitante, um desrespeito, até!
Achei uma festa estranha com gente esquisita. Falta carisma. E meu mergulho foi bem sem graça. Enfim, eu diria que vale a visita na vida. Mas só. Com o que se gasta lá, dá pra ir mergulhar no Caribe - que é muito mais lindo - e ainda sobra.
domingo, 1 de janeiro de 2012
NOSSO REVEILLON PERNAMBUCANO
Recife não é mais aquele: construíram um prédio na frente das nossas janelas, estragando a vista inacreditável que a gente tinha pro mar; fizeram um parque ao lado - de cimento; o mar subiu e não tem mais praia lá na frente do Jean Mermoz; há perigo de tubarões nos arredores. Mesmo assim, é a minha história e sempre vale estar lá. Sempre uma delícia. E vale guardar aqui algumas lembranças divertidas do nosso ano novo por lá, com Jus, Danis e companhia:
"Não seria tiiio?" - Alexandre, o pequeno grande, de Caruaru para a praia de BV
"Elas eram fracas de feição" - esqueci quem disse, mas era sobre umas irmãs feias...
"Eu acumulo os pulinhos pra São Longuinho e no fim do dia pulo 100" - Margarida
"Tú é linda!" - Dilma para Margarida
"Não seria tiiio?" - Alexandre, o pequeno grande, de Caruaru para a praia de BV
"Elas eram fracas de feição" - esqueci quem disse, mas era sobre umas irmãs feias...
"Eu acumulo os pulinhos pra São Longuinho e no fim do dia pulo 100" - Margarida
"Tú é linda!" - Dilma para Margarida
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O LÍBANO É A MINHA ALMA
| minha imagem favorita do meu lugar favorito: byblos |
Foi tão intenso que acabei não escrevendo nada aqui.
Mas anotei muitas coisas, tirei muitas fotos e senti TUDO.
Um dia, ainda venho registrar todas as emoções que vivi lá.
Foi uma das experiências mais emocionantes da minha vida. É o país mais lindo do planeta. É a minha alma.
Lá, encontrei a ponte que me liga à vida, ao mundo e aos outros.
sábado, 18 de junho de 2011
EU NÃO SOU TURCA!
13 de junho de 2011: embarcamos rumo a Beirute, no Líbano, com escala em Istambul, na Turquia - minha amiga-irmã Carole e eu. Passamos um dia e meio em Istambul, conhecemos os pontos turísticos do centro. Deus me perdoe, inclusive a parcela muçulmana de Deus, se houver, mas não gostei, não. Tsc, tsc. Detestei. Principalmente o povo.
Minha mãe disse que eu não peguei o espírito da coisa. Pode ser. Mas não quero mais saber de otomanos e bizantinos. Talvez porque eu só tenha ficado no centro, não fui ver a parte "rica e linda" da cidade. Não sei. O que sei é que, depois de conhecer a Turquia, entendi porque os libaneses não são TURCOS! E nunca mais me chamem de turca. Eu não sou turca, sou libanesa! E uma coisa não tem absolutamente NADA que ver com a outra.
De qualquer forma, foi interessante pensar que eu estava em Constantinopla.
TRIPULAÇÃO CAMPEÃ
e A MARAVILHOSA BULLOCK
O avião da Turkish é incrível. A tela de cada poltrona é enorme. Mais de 50 opções de filmes, um monte de séries, clássicos, desenhos. Mil e oitocentos joguinhos. E o controle remoto vira telefone pra falar com os outros lugares. Assisti a THE BLIND SIDE, oscar da Sandra Bullock - que filme maravilhoso! Jogamos até tranca no avião, a viagem foi tranquilíssima. Pena que os tripulantes turcos eram as pessoas mais sem carisma do planeta. A loira tingida que nos atendeu ganhou o prêmio "miss mau-humor aéreo". Juro, nem UM sorriso durante treze horas de vôo.
TURCOS, ME DEIXEM EM PAZ!
In-su-por-tá-vel. Os homens turcos, generalizando, são insuportavelmente inconvenientes. Se eu voltar a Istambul, vou andar de burca. Porque sem, foi uma tortura. A cada passo, algum homem te chama, sussurra palavras turcas, tenta puxar conversa, insiste pra você entrar na loja ou comprar alguma coisa, anda do lado pra ver se você dá papo, fica olhando, diz good morning buon giorno buenos dias bom dia, assim tudo junto, pra ver se você responde. Me vieram até com um "vai lá em casa" - em português mesmo. Mui-to-cha-to. Acaba com o humor de qualquer uma. Ainda mais eu...
Gülnar (Iular) e Adem. Conheci primeiro ela. Estava na praça, nessa banquinha de pratos escritos em caligrafia, sozinha. Eu disse que queria um prato com meu nome. Com um inglês cheio de sotaque, mas bem falado, ela pediu pra eu voltar mais tarde, porque o marido escrevia melhor e já vinha. Fomos jantar, voltamos. E nunca mais eles nos deixavam ir embora... Foi a coisa mais estranha que aconteceu em Istambul, entre todas as estranhezas. Gülnar e Adem eram, ao mesmo tempo, legais e esquizofrênicos. Cada um tem dois dentes na boca. Talvez três. Ela é muito simpática, mas se num minuto estava brincalhona e falante, de repente fechava a cara e parecia querer bater na gente. Além de turco, ela fala inglês, italiano, árabe, talvez francês... mas quando perguntei sobre a vida, de onde veio, como aprendeu essas línguas, disse apenas que aprendeu inglês na barriga da mãe, que casou com Adem sete anos atrás, e que sua história antes disso é muito triste pra contar. Não gosta. Só quis falar sobre o nome. Não nasceu Gülnar. Seu nome verdadeiro signifca "não precisamos de você". Não é muito estranho? E então ela resolveu mudar e adotou Gülnar, nome da namorada do ator que ela amava quando era jovem e "very crazy". Quando eu contei que ia pra Beirute, ela disse: pois então eu vejo Beirute através dos seus olhos. É inteligente, culta e educada. A imagem da mulher que a gente vê não combina com o que tem dentro. Como será que ela acabou vendendo pratos numa praça turca e quase sem nenhum dente na boca? Jamais saberemos. Ela até prometeu que me contaria tudo se eu voltasse no dia seguinte, eu disse "Mil e Uma Noites", e ela, culta mesmo, riu: I am Sherazade.
Não sabemos se pelas roupas, pelos cabelos, pelo andar... não sabemos, mas todos os turcos do Grand Bazaar sabiam que éramos brasileiras. A gente passava e eles gritavam "brasileira!". Claro, junto com isso vinha todo o resto da chatice machista e sem respeito do "vem cá, escuta aqui, olha aqui, só um minutinho da sua atenção"... Muito chatos. Muito chatos!! E caras de pau! Imagina começar o preço e alguma coisa em 170 e acabar em 40! Aconteceu. Juro. Mas confesso que, mesmo assim, dava vontade de comprar tudo! Como ia ser difícil carregar, acabamos não comprando quase nada. Um dó. - Atenção você que tem bom gosto e é rica: viaje para a Turquia com uma mala bem grande e vazia e vá para Istambul fazer compras no Grand Bazaar. Sua casa vai ficar divina, cheia de detalhes interessantes. Mas, por favor, vá de burca, para evitar os vinte mil chatos na sua orelha...
Fomos passear de barco pelo Bósforo. Esta mulher estava lá. Juro. Assim, com esses dentes dourados. Como se nada... Surreal.
Quase inacreditável. Só não quase porque eu vi com meus próprios olhos - e registrei pra sempre com minha própria câmera.
sábado, 4 de junho de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
DISNEY: MINHA PRIMEIRA VEZ
Fomos pra Disney.
Todos os irmãos e meus cinco sobrinhos.
Uma semana inteirinha. Foi uma delícia!
E não deu tempo de fazer mais nada além de se divertir e comprar, comprar, comprar.
Don't stop believing! Pelo amor de Deus, tô com falta de ar! Tia Juli, às vezes fumaça pode ser só um churrasco. Pequeno? Esse o maior carro que eu já vi! We-are-family! I have all my sisters with me! A-hãn, Claudia, senta lá. A-hãn Claudio, vai sentá. Pai, vamos na loja de games? DS3, Wii, PlayStation3. Tia Juliiiii, não limparam nada!! Tia Juli, deixaram todo o lixo na porta de casa!! Eu vou com o meu pai! Help, Help, I wanna get out! Freepass! Duduuuuu!! Banheiro! Mario, vira aqui, vira aqui! Ai, pegou a guia! Val!! Dudu pequeno. Eu sonhei que tinha uma mulher peladona correndo atrás de mim e depois um homem peladão. Gente, a cortininha do chuveiro é PRA DENTRO! Cocô, xixi, pum. Hello, hello, if you found this radio, please be honest and return it! Duduuuuu!! Vou dormir com a tia Juli! Mamãe, cê me compra? Não, melhor não. Vovó, como tá a perna do vovô?! E o Alê? E a Gigi? Tá bom, então não passo mais de fase pra você. Duduuuu!!! Crianças pra trás! Ai, não sei se eu compro o I-touch. Auditions today!! Entupiu a privada. Desentupiu. Podemos ir no Target? Podemos ir no Wallmart? Hoje é dia do Outlet? Duduuuuu!! Preciso comprar outra mala. A-hãn, Claudinha, vai sentá lá!! Strangers waiting!!! Quem soltou pum????? Ahahahahahahahhahahahahahaha!! Ahahahahahahahahahaha! Ahahahahahahaha!
Definitivamente, foi MUITO gostoso!!
Duduuuuuuuu, esperaaaaaaaaa!!!!!
Ter família assim é uma benção.
Obrigada, Walt.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
DIAS BUENOS
Aqui em Buenos Aires confirmo todos los dias o que descobri em Firenze: viajar para uma cidade ou morar nela são duas coisas completamente diferentes. Por mais que eu tente fazer turismo aqui, não consigo. Não sou turista em Buenos Aires, mesmo querendo, mesmo tentando. Mesmo quase tendo perdido meu castellano fluente.
Não sou turista porque, ainda que eu não viva aqui sempre, tenho uma casa, uma vida com rotina de levar criança na escola e pôr pra dormir, fazer almoço, jantar, supermercado... então moro. E aí, quem consegue ter os olhos que eu tive para Londres, Viena ou Praga? Quem é que sai de casa e vai passear o dia inteiro pelas calles portenhas? Quem consegue ir visitar o túmulo ou o museu da Evita, a feirinha de San Telmo (meu lugar favorito), o estádio do Boca Juniors, o zooloógico, o Caminito, o Puerto Madero ou a casa do Gardel? Quem consegue? Eu não...
Em compensação, há dias de sol, festinhas de aniversário, pique-niques com a Sofia e longas conversas malucas com histórias inventadas madrugada adentro. E isso é tão bom quanto fazer turismo em Buenos Aires. É até melhor, eu acho.
PS. Para constar: esta cidade está mais cara do que nunca!
domingo, 19 de outubro de 2008
DEZ HORAS DE SEPARAÇÃO
Voar de São Paulo a Buenos Aires não costuma ser uma tarefa difícil, complicada ou demorada. Mas desta vez fui sorteada.
Da minha chegada para o check-in no aeroporto de Guarulhos, em SP, às 8h30 do primeiro domingo com horário de verão, até eu ganhar o abraço delicioso da Sofia às 18h30 no Ezeiza, em Buenos Aires, foram dez horas de tédio, sono, fome e exercício de paciência com o chá de poltrona que a TAM deu nos passageiros do vôo 8010. E ouvi comentários não muito animadores enquanto esperávamos. Embora a tripulação tenha sido muito gentil e prestativa, parece que não vai ser surpresa se a companhia estiver andando mal. Espero que não, já que tenho "orgulho de ser brasileira".
Foi uma soma de atrasos sabe-se-lá-por-quê e problemas no computador da caixa preta: quase duas horas esperando para embarcar, depois mais duas dentro do avião, e mais uma e pouco até sairmos de uma aeronave e nos re-acomodarmos em outra. Para, enfim, decolar. Nada disso importava quando eu sabia que estava indo ver minha irmã e minha sobrinha - com esse sorriso que me arrasa -, mas pode importar para os "anais jornalísticos"... rs. Registremos, então, duas observações, já que aqui se deve escrever.
Pois, veja, em cinco meses lá no outro contninente, não aconteceu nada parecido. Salvo um atraso de duas horas na chegada do trem que me levaria de Budapeste a Praga, todas as outras viagens, por terra ou por ar, foram bem pontuais. Até na Itália caótica. Então por que a gente não consegue?
Por outro lado, como é gostoso ser brasileiro. Mesmo com todo esse transtorno, estávamos lá (quase) todos os passageiros de bom-humor, falando alto, rindo, descobrindo as histórias uns dos outros, correndo atrás do cachorro-rato que viajava com a gente dentro do avião, e tentando achar saídas divertidas para os coitados que iam perder a conexão para outros lugares.
Portanto dez horas não são nada perto do tempo e do espaço que nos separam das gentes dos outros continentes. Somos muito mais legais.
COCÔ XIXI PUM
Enfim, desembarco no Ezeiza meio zumbi e não vejo ninguém. Mas como? Minha irmã e a Sofia disseram que estavam aqui! Dou uma voltinha ao redor de mim mesma, ansiosa, mas antes de eu ter tempo de pensar no que fazer, sou agarrada de amor! Um micro-ser de cabelos cacheados e uma flor bem no alto da cabeça me abraça por trás com força e com o maior sorriso da argentina, e me diz assim: Tchia Chuuuuli, disculpa qui a chênti não táfa aqui quanto cê saiu, é que éu fui no bánhêlu facê cocôôôô!!!!!!!!
Buenos aires nos esperam.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
È FINITO.
Acordei com os cachorros latindo, tive que pegar o carro para ir até a padaria e descobri que o sonho acabou. Tem pão-de-queijo, tem brigadeiro, tem guaraná, tem leite-moça, mas o sonho... acabou. È finito. Estou no Brasil. De volta. Cinco meses depois, sono tornata a casa.
Já parece que eu nunca saí daqui.
Mas eu sei que saí, sei onde fui, sei o que vi, sei o que senti, sei como voltei, e por quê. Si, io lo so. Lo so. Case, libri, auto, viaggi, fogli di giornale... Che anche se non valgo niente perlomeno a te, ti permetto di sognare. E se hai voglia, di lasciarti camminare. Scusa, sai, non ti vorrei mai disturbare...
...até a próxima viagem.
Presto. Prestíssimo.
Magari!
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
NON ME LO SO SPIEGARE
Scusa, sai, non ti vorrei mai disturbare
Ma vuoi dirmi come questo può finire?
Non me lo so spiegare
Io non me lo so spiegare
Tiziano Ferro e Laura Pausini
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
VI PARIS AMANHECER DA JANELA DO AVIÃO
Foi assim minha última manhã na Europa, vendo Paris amanhecer pela janela do avião - parado. A viagem foi longuíssima: trem, avião, avião, avião. Mas foi boa. Tive bastante tempo pra pensar em tudo. Em cada dia, cada cidade, cada país, cada pessoa que conheci, cada momento especial dessa viagem indimenticable. Totalmente inesquecível. Se um dia eu sonhei com tudo isso, a realidade foi muito, muito melhor.
ANDIAMO
16h57 (24.09) - Peguei o trem de Firenze para Pisa. Uma hora e pouco de viagem. A Shinobu - melhor amiga que alguém pode ter - foi comigo, pra me fazer companhia e me ajudar com as malas. Ela viajou de trem comigo de Firenze até Pisa, e depois voltou sozinha, só pra me ajudar. E ainda foi assaltada na saída do trem. Uma cigana desgraçada, com um bebê no colo, abriu o zíper da mochila dela e pegou a carteira. Foi uma situação estranha, mas só nos demos conta do que tinha acontecido quando a Shinobu sentiu falta da carteira. Tadinha.
E então eu cancelei o cartão de crédito dela pelo telefone em espanhol, passando informações como nome do banco e endereço soletrando japonês, enquanto tentava fazer meu check-in em italiano. O samba do criolo doido. Juro. Quando a mocinha do check-in quis me cobrar, em italiano, um excesso de peso estratosférico - enquanto eu ainda falava ao telefone em espanhol e soletrava em japonês -, comecei a chorar desesperadamente (em português). Metade era nervoso por causa da Shinobu roubada e do valor do excesso de peso, metade era teatro pra tentar não pagar nada. No fim, consegui cancelar o cartão e encontrei dois santos e gentis italianos que despacharam as malas comigo para aliviar meu excesso. Eles eram gays por isso eram gentis. Porque italiano homem é de uma grosseria só.
21h00 - Embarquei em Pisa.
22h30 - Cheguei a Paris, no Orly. Deserto. A não ser as pessoas do meu vôo, que foram se dispersando num piscar de olhos, nada, ninguém. Aeroporto fantasma. Mas, tá, eu pensei, esse é o aeroporto pequeno. Lá no Charles de Gaule vai ter mais movimento, um restaurante, um café, algumas coisas abertas. Sim, porque eu ia esperar lá até as 4h pra fazer meu check-in. Taxi, motorista chinês que fazia questão de falar francês comigo. Que saco. Caminhos de Paris fechados. C'est fermè! C'est toute fermè! Tá, eu já entendi. Ele queria dizer que ia sair mais caro porque teria de fazer o caminho mais longo. Já entendi, china! Pára de gritar. Parou.
Meia-noite - Desço do taxi no Charles de Gaule e tenho a certeza de que a gente no Brasil é louca. Ou eles é que são muito estranhos. Porque estava TUDO fechado. À meia-noite não tinha uma alma no maior aeroporto de Paris, nem um pícolo café aberto. Nada. Fiquei chocada. Tinha um ragazzo com a mala sob os pés tirando um cochilo numa cadeira e só. E eu.
4h (25.09) - Começou a chegar gente. Um monte de brasieliros. Tinha um bigode que não parava de perguntar coisa pra todos que apareciam na frente. E ele falava português, assim, naturalmente, e achava mesmo que os franceses estavam entendendo... E quando eles faziam cara de "o quê", ele repetia a pergunta falando beeeem devagar. Ah, agora sim.
Bom, fiz o meu check-in para Lisboa, quase tive que tirar a roupa na PF porque eu não parava de apitar, e precisei guardar o meu vidro de esmalte do tamanho de um dedal lacrado num plástico super-ultra-protetor. Ridiculô. Comprei minha última Evian e embarquei, às 6h30. O avião deveria sair às 6h50. Mas atrasou uma hora e meia. Foi por isso que vi Paris amanhecer da janela do avião parado. A espera foi o tempo exato para cidade luz clarear. Junto com os meus pensamentos de partida. E enquanto decolávamos e Paris amanhecida ganhava o sol, eu agradecia, mais uma vez, por tudo.
9h00 - Depois de sobrevoar o Tejo, pousamos em Lisboa. No horário da Itália seriam 10h e eu teria perdido a conexão. Mas como Portugal é uma hora mais cedo, deu tempo. Rs. No aeroporto de Lisboa, muitos, mas muitos, mas muitos brasileiros. Quase no mesmo horário saía o meu vôo pra São Paulo, mais um pro Rio e outro pra Recife. E a brasileirada estava toda perdida porque todos os vôos que vinham para essas conexões estavam atrasados e então chegou todo mundo junto em cima da hora. Mas como brasileiro é desesperado, e como fala alto, e como exagera na pressa e no drama... Mas, ai, que bom me sentir em casa!
9h30 - Embarquei junto com os outros retardatários e decolamos em seguida para longas 10 horas de viagem. Comi tudo que me ofereceram. Vi todos os filmes. Li todas as revistas. E foi em uma dessas revistas que li um texto cujo título é a frase inspiradora da volta pra casa.
"OS NOMES DAS COISAS"
Pois qual é o nome dessa coisa que a gente sente nesses momentos de sensações misturadas? De partidas querendo ir e ficar ao mesmo tempo. E depois de tanta beleza, tanta emoção, tanta intensidade em todos os dias, durante meses. Qual é o nome dessa coisa? Eu não sei. Não sei o nome em português, nem em italiano, nem em esperanto. Não sei o nome dessa coisa. Mas é qualquer coisa bem parecida com felicidade, misturada com nostalgia, com um pouco de ansiedade e uma pitada de expectativa. Mas tem também uma alegria, uma satisfação. E algum pequeno lamento por qualquer desencontro. Poderíamos chamar, então, essa coisa, de um nome que ainda não existe: feliztalgiadadeativasalento. Mas isso tiraria toda a beleza do sentimento sem nome. Dessa coisa que eu sinto. Portanto, nem todas as coisas tem nome. E eu volto assim, com essa COISA no peito...
IN BOCCA AL LUPO
Foi na mesma revista que achei uma crônica do Lobo Antunes, um escritor português incrível a quem fui apresentada no ano passado. A coisa se chama "Eu, em agosto". Imagina para onde me levou, para eu em agosto. Mas agora quem me leva é o avião. E pra casa. Das coisas que deixo, espero me lembrar sempre. Já de mim nas coisas, nos lugares, e com as pessoas, talvez esqueça. Ou porque me esqueci lá. Ou porque seja outra, então. Se calhar já sou. Se calhar já era.
"(...) Parece que voltei à minha infância. Não me lembro se era feliz nessa época. Se calhar era. Esqueci. Quer dizer não esqueci as casas nem as travessas: esqueci-me a mim, ou era outro então."
PS: In bocca al lupo significa BOA SORTE.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
PORQUE EU TÔ VOLTANDO...
Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente.
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber
Que o pra sempre, sempre acaba
...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir nem tentar agora tanto faz...
Estamos indo de volta pra casa
Cassia Eller
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente.
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber
Que o pra sempre, sempre acaba
...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir nem tentar agora tanto faz...
Estamos indo de volta pra casa
Cassia Eller
terça-feira, 23 de setembro de 2008
ANTIPASTO PRIMO SECONDO DOLCI
Veramente não falei até agora sobre as pizzas, os prosciuttos, as mozzarelas, as bruschettas, os nhoques, os raviolis, os pennes, os spaghettis e os polpettones porque, surpreendentemente, pra mim a comida na Itália não teve essa importância toda. Meu paladar não ama massa e eu quase só comi salada todos os dias. Podem me matar, amantes da culinária italiana – e Toscana! -, mas é vero: o que eu mais comi na Itália foi salada (além de um risotto de gorgonzola com radicchio e noci, de matar!).
Fui realmente uma exceção, um acidente – accidenti! - porque realmente na Itália só se fala em comida e si mangia troppo! Portanto o assunto merece umas linhas antes de irmos comer salada no Brasil.
A refeição na Itália tem todo um esquema. É muito diferente do nosso jeito brasileiro de comer, e a forma é muito, mas muito respeitada pelos italianos: antipasti, primi piati, secondi piati, dolci. É assim. Tudo separado. Não existe um prato de arroz, feijão, bife e batata. Ou macarrão com frango. Ou risotto com torta (alias, torta aqui NUNCA vi!) Não existe colocar as coisas juntas no prato. Não. Non c’è. Jamais. Sogetto inezistente! Tutto insieme no! É separado, uma coisa de cada vez. E o certo é pedir todos os quarto pratos, e ir até trocando de vinho se for o caso. Até a sobremesa tem seu vinho específico, o vinsanto. Má nàggia!
Então é assim: primeiro o antipasto - uns frios, uns queijos, uma mozzarella, crostinis com cogumelos, pomodori e fromaggio, pate de fígado (éca!) e beringela (èèèècaaaa!!). E pão, sempre. Pão sem sal.
Depois vem o primeiro prato, normalmente um risotto ou uma massa bem cheia de molho, bem temperada, bem encorpada. E no prato vem só o rizzo ou só a massa. Sem mais nada. Magari vocé usa o paozinho pra chuchar no molho. Mas nada de acompanhamentos.
E então vem o segundo prato, a carne. Tem carne de porco, tem bisteca fiorentina, frango, peixe, coelho… Ou pode ser também um outro prato de massa! Sem constrangimento. O feio é não pedir.
E, depois de tudo isso, a sobremesa: dolce, gelato, biscotto com vinsanto… Frutta? Non c’è. Muito raro. É sempre tiramisu, cheesecake, torta della nonna, torta de chocolate ou de maçã, gelato, tartufo, essas coisas leves.
E depois de tudo isso você vai rolando pra casa. Rolando literalmente, caindo no chão, porque a comilança toda é acompanhada MESMO de vinho, então já viu como se termina o jantar (e o almoço também!).
E, olha, é incrível, mas a maioria das pessoas come de fato todos os pratos. Não é lenda. Não é. Os cardápios dos restaurantes são assim mesmo: antipasti, primi, secondi, dolci… E prepare-se para as caras feias se você sair da regra. Eles não te obrigam a pedir do jeito certo, mas te olham como se você fosse uma aberração, que não sabe comer direito.
E tem o café. Um dedinho mindinho de xícara. Não pense que veio errado. É assim o spresso italiano – segundo eles o melhor do mundo, incomparável, único.
Ah, e tem o Limoncelo! Madonna! Não se pode esquecer do Limoncelo depois ainda de todos os depois – que é pra dar aquela assentada final. (os japas também tomam grappa!)
Não é teatro, é jantar. E não, não é só no restaurante a comilança separadinha. Juro que pensei que fosse (juro, Aline). Mas fui convidada para jantar na casa de um italiano - e de um brasileiro que já italianou - e vi que é assim mesmo também nas casas italianas… Primo, secondo… tudo separadinho, um por vez.
E italiano não tem cozinheira, então é uma delícia porque o jantar já começa com todo mundo na cozinha desde a hora que chega, enquanto o dono da casa vai preparando o cibo.
No jantar que o Fábio e o Aluizio fizeram pra mim, teve penne con zucchini e gamberi di primo, e porpettone recheado com espinafre di secondo. Tudo delicioso. E não, não podia comer junto. Na Itália é assim.
E, olha, a gente se acostuma. É bonito. E passa a fazer muito sentido essa coisa de não misturar os sabores e os setores. Dai!
PANNE E TULIPANNE
E quem pensa que foi a mamma que ensinou a passar o pão italiano no pratinho de azeite e sal enquanto a comida não vem, faça penitência. Para os italianos clássicos isso é o fim da picada. Coisa de americano que não sabe comer. Um sacrilégio porque atrapalha seu paladar para o que vem, separadinho, na seqüência.
E para os italianos também não existe pedir ou abrir um vinho assim só pra beber, como a gente faz. Pra beber vinho PRECISA ter uma comidinha pra acompanhar.
DE COMIDAS E VIAGENS
E então, depois de tudo isso, me dou conta de que a minha viagem foi como uma refeição italiana.
O antipasto fiz em maio, com a Daysi, passando rapidinho em mais de 20 cidades no mês – com direito a porções maiores das entradinhas preferidas, digo, dias a mais nos lugares mais legais.
O primo piato, eu sozinha por aí, degustando com calma e prazer lugares lindos, inacreditáveis, saborosíssimos e cheios de identidade – como as massas toscanas.
O secondo piato foi Firenze, estudando italiano, a proteína, a consistência, o pé no chão em algum lugar.
E, por fim, o dolce, o tempo a mais que me permiti, entre aulas e gelatos.
Enfim, agora pedi o café (italianíssimo, corto!) e já estou pagando a conta para ir embora. Triste. Não de tanto comer. Mas de tanto viver. Digo, feliz. É um sentimento doppio de alguma maneira. Mas, claro que vou embora feliz, como me senti depois de toda refeição italiana (ainda que salada!).
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